terça-feira, 24 de novembro de 2009

Everything


Everything: encontre arquivos instantaneamente

Como temos cada vez mais arquivos no computador, as tecnologias de busca interna são cada vez mais comuns – tanto que o Windows Vista/7 tem um mecanismo interno próprio.

Que tal usar o sistema de arquivos NTFS para acelerar ainda mais estas buscas? Este é exatamente o trabalho do gratuito Everything, compatível com Windows 2000 e superiores. Para facilitar o uso do software, instale o pacote de idiomas, que inclui nosso português.

01. Para configurar o programa, abra o Menu Ferramentas > Opções.

02. Guia Geral: Você pode iniciar o Everything com o Windows (Iniciar o Everything na inicialização do Windows), mostrar atalhos no Menu Iniciar, na Área de Trabalho e na barra de Início Rápido e ativar a atualização automática do programa (Verificar por atualizações ao iniciar).

 

03. Guia Volumes: Você pode definir onde o banco de dados de informações do Everything é salvo (Local do banco de dados), além de definir quais partições (formatadas em NTFS) serão cobertas por este banco de dados.

04. Guia Excluir: Como o nome já implica, você pode remover certos arquivos (Adicionar arquivo) e pastas (Adicionar pasta) que não serão cobertos pela busca do Everything. Outras opções permitem Excluir arquivos e pastas ocultos e Excluir arquivos e pastas de sistema.

05. Para usar a busca do Everything, basta digitar parte do nome do arquivo procurado – como, aliás, todos os mecanismos de busca interna funcionam. O grande diferencial do Everything é sua velocidade de busca.

Otimize e monitore o desempenho de seu micro


Otimize e monitore o desempenho de seu micro

Se sua máquina está lenta e você não tem dinheiro para fazer uma grande atualização, programas de otimização podem ser boas opções. Neste tutorial, vamos conhecer com mais detalhes o O&O CleverCache 6 Professional Edition, que pode ser usado gratuitamente por 30 dias. Após este período, você deve comprar o software por US$ 29,95. Vale destacar que há versões específicas para as versões 32 bits e 64 bits do Windows.

01. Quando o programa é iniciado, escolha a opção Continue to test unregistered version para usar o período gratuito do software.

02. O&O CleverCache > Status: Quando o programa é iniciado, ele já faz seu trabalho, otimizando o uso do computador – sendo a parte mais visível desta otimização é a economia no uso da memória. Você pode pausar (Pause), reiniciar (Start) ou parar (Stop) o serviço de otimização, além de mudar o foco do mesmo, através dos diferentes perfis (Profiles).

 

03. Extras > Processor Time: Você pode ativar a otimização do processador (Optimize Processor Schedulling) mudar a forma como o O&O CleverCache tenta redirecionar o processamento: foco em programas (diferentes versões da opção Programs favored) ou em serviços do Windows (Background processes).

04. Extras > Memory Use: A forma como a memória do computador é usada também pode ser otimizada (Optimize how the main memory is used): foco na execução de programas (Favor quick program execution) ou foco no acesso de arquivos (Favor quick file access).

05. System Monitor > Status: Você também pode ativar um monitor instantâneo de recursos (System Monitor Activated) que vigia as áreas que podem ser otimizadas pelo O&O CleverCache.

06. System Monitor > Processor: Veja o monitor do O&O CleverCache em ação, mostrando o processador em ação.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Cinco bons antivírus para Windows

Os vírus de computador estão se tornando cada vez mais sofisticados. Para ajudar a manter seu computador com Windows protegido contra essas pragas, conheça abaixo cinco bons softwares antivírus.


NOTA: A lista inclui antivírus gratuitos e versões trial.

1- avast! AntiVirus (gratuito na versão Home Edition)
Com 21 anos de existência, o avast! AntiVirus já é um velho conhecido neste mercado. A versão gratuita do avast! AntiVirus oferece proteção contra vírus, spywares, rootkits e outras ameaças utilizando uma série d emódulos que monitoram diversos aspectos (mensagens instantâneas, softwares P2P, e-mails e mais).

2 - Microsoft Security Essentials (gratuito)
O Microsoft Security Essentials chegou para substituir o Windows Live OneCare e o Windows Defender e oferece proteção contra vírus, spywares, rootkits e outros malwares.

3 - Avira AntiVir (gratuito na versão Personal)
O Avira AntiVir Personal é um antivírus gratuito que, embora não tenha todos os recursos de sua versão paga, oferece proteção básica contra vírus, rootkits e outros malwares.

4 - ESET NOD32 Antivirus (trial)
O NOD32 é um dos antivírus mais populares graças à sua boa taxa de detecção e baixo consumo de recursos do computador. Ele ainda conta com seu sistema de detecção ThreatSense, que usa sua comunidade de usuários como fonte.

5 - AVG AntiVirus Free (gratuito)
O AVG AntiVirus Free oferece proteção básica contra vírus, spywares, phishing e outras ameaças. Além disso, seu módulo LinkScanner oferece proteção contra links maliciosos presentes em resultados de sites de buscas.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Cloud Antivirus

Panda lança versão final do Cloud Antivirus

Com malwares como o Conficker ainda na memória do público, a segurança é sempre uma das principais preocupações dos usuários do Windows. E para ajudar a aliviar um pouco essas preocupações, a Panda Security anunciou a versão final de seu novo antivírus gratuito, o Panda Cloud Antivirus.

Como o nome já indica, o antivírus é baseado em computação de nuvem (ou cloud computing) e utiliza uma tecnologia proprietária da empresa chamada Collective Intelligence para poder detectar vírus, rootkits e outras ameaças. Graças à nova tecnologia, o programa identifica novos malwares quase que em tempo real.

O Panda Cloud Antivirus
está disponível gratuitamente para Windows XP, Windows Vista e Windows 7.

Imprima páginas Web totalmente personalizadas


Imprimir páginas Web diretamente pelo navegador sempre foi uma tarefa ingrata, principalmente porque as páginas apresentam vários recursos que não foram feitos para o papel. Para resolver este problema, o utilitário gratuito Printee permite remover temporariamente conteúdos da página Web para que ela tenha apenas o que você realmente deseja ver na folha impressa. O software é compatível com Internet Explorer 6/7/8.

01. O Printee se resume num botão na barra de ferramentas do IE. Se o botão não estiver disponível, clique com o botão direito do mouse numa área vazia da barra de ferramentas do IE e escolha Personalizar > Adicionar ou Remover Comandos....

02. Selecione Printee na lista na esquerda e clique em Adicionar >.

03. Ao clicar no botão do Printee, o site fica paralisado e você pode remover quaisquer elementos da página, simplesmente selecionando-os e clicando no botão Del, na barra de ferramentas do Printee.

 

04. Para facilitar a limpeza de itens, você pode remover todas as imagens (Images) e o fundo (Background) da página. Se você só quer um trecho do site, selecione-o e clique em Pick. Todo o resto do site será eliminado.

05. Com o trecho selecionado já separado, você pode formatá-lo (Page Style) usando quatro estilos diferentes (eBook, Newspaper, Novel ou Terminal).

06. Você pode imprimir a página normalmente usando o comando de impressão do Internet Explorer.

sábado, 7 de novembro de 2009

baterias de notebook

Reparo e reciclagem de baterias de notebook

Ao contrário das antigas baterias Ni-Cd, que podiam ser recuperadas de diversas maneiras caso vitimadas pelo efeito memória, não existe muito o que fazer com relação às baterias Li-Ion, já que uma vez que as células se deterioram, não há como recuperá-las.

Tentar recuperar uma bateria Li-ion através de uma descarga completa (como nas baterias Ni-Cd), é inútil. Só serviria para oxidar as células, acabando de vez com a bateria. Graças ao chip, as células de uma bateria Li-Ion nunca se descarregam completamente, pois o fornecimento é cortado quando a bateria ainda conserva de 10 a 20% da carga (de acordo com os parâmetros definidos pelo fabricante).

Entretanto, em muitos casos é possível reparar baterias substituindo as células. Este é um procedimento um pouco trabalhoso (devido à desmontagem e às soldas) e que demanda bastante cuidado, já que as células podem explodir caso a polaridade seja invertida ou em caso de curto (isso não é apenas um mito). Substituir as células também não funciona em muitos notebooks atuais devido a sistemas de segurança incluídos no circuito de carregamento, que armazenam as informações sobre as células em um chip de memória não-volátil e bloqueiam a carga da bateria caso elas sejam substituídas.

Apesar disso, reciclar baterias acaba sendo uma coisa a se tentar em último caso, já que o preço de baterias novas é sempre relativamente alto (mesmo baterias alternativas custam cerca de US$ 90 no exterior e o custo acaba dobrando no Brasil devido ao transporte e impostos) e é quase impossível encontrar baterias para modelos raros.

O primeiro passo é desmontar a bateria. Quase todas usam carcaças bem resistentes (justamente para evitar que curiosos tenham acesso às células), por isso é preciso sempre um pouco de perseverança. Comece removendo todas as etiquetas e tentando localizar as posições das travas. A partir daí você pode usar uma chave de fenda e uma paleta plástica para abrir cuidadosamente a bateria.

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A maioria das baterias atuais usam um layout bem similar ao da foto, com 6 células cilíndricas ligadas em duas séries de três células (é por isso que temos apenas 4 contatos indo para a placa controladora).

Cada bateria usa uma placa controladora própria que armazena informações sobre a carga das células e se comunica com a placa-mãe. Além de monitorar as tensões, ela inclui também um diodo térmico que permite monitorar a temperatura interna da bateria, o que permite interromper o carregamento caso as células superaqueçam.

A placa armazena informações sobre a capacidade das células, por isso o mais seguro é sempre adquirir células de capacidade igual ou superior às originais para evitar que a placa tente carregar as novas células além do limite (isso não deve acontecer em controladores atuais, mas não é bom arriscar).

Para calcular a capacidade individual das células, basta checar a capacidade total da bateria e dividi-la pelo número de grupos de células em paralelo. Uma bateria de 6 células com 11.1V e 4400 mAh, por exemplo, usa duas séries de 3 células (3.7V x 3 = 11.1V) o que indica que o uso de células de 2200 mAh (4400 mAh / 2).

A parte mais perigosa é soldar as novas células, já que as células de lítio se degradam rapidamente (e em casos mais extremos podem até mesmo explodir) caso sejam superaquecidas. Isso demanda uma boa dose de experiência. Uma boa técnica é colocar um pouco de estanho entre a folha metálica e a célula, pressioná-la contra a bateria usando uma chave de fenda e fazer a junção encostando o ferro de solda na folha e não diretamente na célula.

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É preciso ter também extremo cuidado durante todo o trabalho, checando e rechecando as polaridades e tomando todo o cuidado para que as células nunca entrem em curto. As células Li-Ion são vendidas com 40% de carga, por isso o circuito estará ativo o tempo todo, demandando cuidado redobrado.

Ao terminar, é vital que todos os contatos sejam bem isolados. Depois de fechada, é inevitável que a carcaça da bateria fique com uma aparência um pouco estranha, já que você quase sempre vai precisar colar as duas partes, por isso evite tentar viajar com ela de avião, especialmente se resolver ir para os EUA…

Ao ligar o notebook pela primeira vez com a nova bateria, o medidor acusará uma carga de 0%, já que o controlador da placa é zerado quando é separado das células. É também perfeitamente normal que o controlador interrompa a carga das baterias bem antes de atingir a carga máxima nas primeiras recargas, devido a todos as medidas de proteção. Conforme a bateria for passando por ciclos de carga e descarga completos, o controlador irá aumentar a carga lentamente, até chegar perto da capacidade máxima das células. Três links com algumas dicas adicionais são:

http://www.electronics-lab.com/articles/Li_Ion_reconstruct/index_1.html
http://www.summet.com/blog/2007/02/17/laptop-battery-refill/
http://linux-7110.sourceforge.net/howtos/netbook_new/LIbattery/LIbattery.html

Antigamente era muito difícil encontrar as células para venda, já que células de lítio não devem ser vendidas separadamente da placa controladora. Quase sempre você encontrava kits de células já montadas e tinha o trabalho adicional de desmontar e separar as células antes de poder usá-las.

Entretanto, isso mudou com a popularização das lanternas HPLED que usam células de lítio. Elas se tornaram rapidamente populares e acabaram por criar todo um mercado de células de lítio avulsas e carregadores para elas. Graças a isso, se tornou muito fácil encontrar células avulsas a preços módicos em lojas do exterior, como a dealextreme ou no Ebay. Você pode encontrá-las também nas lojas mais tradicionais, como a http://www.batteryspace.com/ e a http://www.batteryjunction.com/.

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Existem vários tamanhos de células de lítio. Quase todas as baterias de notebook usam células 18650, que têm um formato parecido com o de uma pilha AA, mas são bem maiores, com 18 mm de diâmetro e 65 mm de comprimento. Elas ao muito usadas em lanternas, por isso são fáceis de encontrar. Outros tamanhos comuns são:

10440: Do tamanho de uma pilha AAA.
14430: 7/8 do tamanho de uma pilha AA.
14500: Do tamanho de uma pilha AA.
14650: Mesmo diâmetro de uma pilha AA porém 15 mm mais longa.
26650: Mesmo diâmetro de uma pilha C (média) porém mais longa.
CR123: Quase metade do tamanho de uma 18650, com 17×35 mm. São muito usadas em lanternas.

Ao comprar, você vai encontrar tanto células protegidas (protected) quanto células simples (unprotected). As células protegidas não servem para reciclar baterias de notebook, pois (além de não ser uma boa ideia combinar o circuito na bateria com o na placa controladora) elas incluem um circuito adicional que aumenta o comprimento da bateria em 2 mm, fazendo com que elas não caibam dentro da carcaça.

Existem também muitos casos de notebooks antigos que utilizam células prismáticas (que possuem um formato quadrado), assim como muitos modelos atuais que utilizam células Li-poly. Elas são mais caras e muito mais difíceis de achar, o que torna a reciclagem bem menos vantajosa.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Entendendo os SSDs

Os SSDs ou "Solid State Disks" (discos de estado sólido) são possivelmente a maior revolução dentro do ramo dos HDs desde o IBM 350, já que eles utilizam um princípio de armazenamento completamente diferente, com os discos magnéticos dando lugar aos chips de memória Flash:

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A vantagem óbvia do SSDs é que eles oferecem tempos de acesso muito baixos, combinados com excelentes taxas de leitura e gravação em setores aleatórios, onde mesmo os melhores HDs magnéticos oferecem apenas alguns poucos MB/s. Isso melhora o desempenho consideravelmente em uma grande gama de aplicativos e reduz bastante o tempo de boot, tornando o sistema muito mais responsível.

Os SSDs também oferecem um consumo elétrico mais baixo (o que os tornam um componente atrativo especialmente para os notebooks), são silenciosos, resistentes a impactos e oferecem uma melhor segurança contra perda de dados devido a defeitos de hardware, já que não possuem partes móveis.

A grande desvantagem por outro lado é o custo por megabyte, já que em vez de combinar 4 discos magnéticos de 500 GB cada um para criar um HD de 2 TB, você precisa juntar 20 chips de memória Flash de 8 GB cada para criar um SSD de apenas 160 GB. Quanto mais gigabytes, mais chips, o que leva os preços dos drives de maior capacidade para as alturas.

Os primeiros SSDs para SSDs para uso doméstico começaram a chegar ao mercado em 2007, mas por serem muito caros (pense em US$ 500 por um SSD de 32 GB) eles receberam pouca atenção. Apenas recentemente (final de 2009) os SSDs começaram a chegar com mais força, liderados pela série X25 da Intel e modelos da Kingston, Corsair, OCZ, Super Talent e outros fabricantes menores, que se especializaram em vender versões OEM de drives da Samsung, Indilinx ou até mesmo da Intel.

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Existiram também alguns modelos de baixo custo e baixo desempenho (como os usados no Eee PC 701, 900 e 901), mas eles se comportavam basicamente como um pendrive ligado a um slot Express Mini. Eles ofereciam taxas razoáveis de leitura, mas em compensação ofereciam taxas de escrita incrivelmente baixas para pequenos arquivos. Para ter uma ideia, o SSD Phison de 8 GB usado no Eee 901 é capaz de executar apenas 12 gravações de arquivos de 4 KB por segundo, o que corresponde a apenas 48 KB/s!

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A grande maioria dos SSDs domésticos utilizam módulos de memória Flash MLC, assim como nos cartões de memória e pendrives. Entretanto, eles oferecem um diferencial importante, que é o uso de múltiplos canais de acesso. Isso permite que o controlador acesse vários chips simultaneamente, dividindo os arquivos em pequenos blocos que podem ser divididos entre os chips e depois lidos simultaneamente, de maneira muito similar ao que temos em um sistema RAID.

A maioria dos drives atuais utilizam 10 ou 20 chips de memória Flash (o que permite que os fabricantes produzam drives de baixa e alta capacidade usando as mesmas placas) e 10 canais de acesso simultâneo. Um bom exemplo é o Intel X25-M G2, que usa 10 chips na versão de 160 GB e 20 chips na versão de 320 GB (com os mesmos 10 canais de acesso em ambos os casos).

Ao escrever um arquivo de 4 MB, por exemplo, o controlador o dividirá em 10 blocos de 400 KB cada um, que serão escritos simultaneamente em 10 chips diferentes, ocupando um total de 100 páginas de 4 KB em cada um. Ao ler o arquivo posteriormente, a leitura é novamente dividida entre os 10 chips, o que multiplica tanto a taxa de escrita quanto a de leitura, sem que exista penalidade com relação aos tempos de acesso.

Outro ponto importante a favos dos SSDs é o uso de controladores mais inteligentes, que utilizam buffers de dados relativamente grandes. Isso permite que as operações sejam organizadas e agrupadas de maneiras mais eficientes e muitas operações sejam cacheadas.

Em situações em que a controladora dispõe de um volume suficiente de blocos limpos (veja mais detalhes a seguir) um SSD de segunda geração como o Intel X25-M G2 pode atingir facilmente 250 MB/s de taxa de leitura sequencial e 80 MB/s de escrita sequencial (muitos drives atingem os 160 MB/s), se aproximando dos 300 MB/s teóricos do SATA-300.

Entretanto, é na operações de leitura e escrita em setores aleatórios que a diferença se torna mais marcante. Enquanto um HD magnético de 7200 RPM não é capaz de manter mais do que 800 ou 1000 KB/s de escrita ao gravar arquivos de 4 KB em setores aleatórios, um bom SSD é capaz de ultrapassar facilmente os 20 MB/s (o X25-M G2 é capaz de manter de 36 a 40 MB/s de acordo com o volume de requisições simultâneas), o que acaba representando uma diferença muito grande em situações reais de uso.

SSD "novo" e SSD "usado": Diferente dos HDs magnéticos, o desempenho dos SSDs praticamente não é afetado pela fragmentação, já que não faz muita diferença para o controlador se os endereços a serem lidos estão em setores adjacentes ou espalhados pelo disco. Entretanto, particularidades na maneira como os setores são acessados fazem com que em muitas situações o desempenho decaia com o uso, conforme dados são gravados e apagados. À primeira vista, o efeito pode parecer similar à perda de desempenho causada pela fragmentação, mas as razões são completamente diferentes.

Em um HD magnético os dados são gravados em setores de 512 bytes, que podem ser apagados e sobrescritos de maneira independente. Nos SSDs, por outro lado, os endereços são organizados em páginas de 4 KB, que são então agrupadas em blocos de 512 KB:

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As páginas funcionam de maneira muito similar aos clusters dos HDs magnéticos. Cada página pode armazenar um arquivo ou fragmento de arquivo. Dois arquivos não podem compartilhar a mesma página, o que faz com que arquivos com menos de 4 KB ocupem uma página inteira, desperdiçando espaço.

Este não chega a ser um grande problema, já que a maioria dos sistemas de arquivos utilizam clusters de 4 KB ou mais de qualquer forma. O grande problema é mesmo a questão dos blocos e das operações de escrita.

Assim como em um HD magnético, a controladora é capaz de acessar as páginas de forma independente, lendo e gravando dados. Em um chip de memória MLC típico uma operação de leitura demora 50 microssegundos (0.05 ms) e uma operação de escrita demora 900 microssegundos, o que explica a diferença entre o desempenho de leitura e escrita na maioria dos SSDs.

O grande problema é que as páginas na memória Flash não podem ser simplesmente regravadas, como os setores em um HD magnético. Sempre que precisa gravar dados em uma página já ocupada, a controladora precisa primeiro apagar os dados anteriores (revertendo as células a seu estado original) para só então executar a nova operação de escrita.

Para piorar (desgraça pouca é bobagem…) não é possível apagar as páginas de forma independente. Sempre que precisa apagar alguma coisa, a controladora precisa limpar todo o bloco (128 páginas), uma operação demorada, que leva 1 ms ou mais (ou seja, 1000 vezes mais tempo que a escrita de uma página vazia).

Se já houverem outros dados válidos dentro do bloco a ser apagado, a operação se torna ainda mais demorada, já que a controladora precisa ler todo o conteúdo do bloco, copiá-lo para o buffer, executar o comando de limpeza (que apaga todo o conteúdo do bloco), fazer a modificação dos dados no buffer e em seguida gravar todo o bloco novamente. Essa sequência de passos demora uma verdadeira eternidade, o que explica como o desempenho de muitos SSDs pode ser tão baixo em algumas situações.

Para reduzir o número de vezes em que precisa arcar com a penalidade, a controladora procura sempre que possível usar blocos vazios, em vez de regravar o conteúdo de blocos existentes. Nesse caso, um novo bloco é usado para armazenar a versão modificada e a tabela de alocação do sistema de arquivos é atualizada, com a entrada apontando para o novo endereço.

O grande problema com essa abordagem é que ela funciona bem durante as primeiras semanas ou meses de uso, mas a partir do momento em que todos os blocos foram usados pelo menos uma vez, a controladora passa a ser obrigada a voltar e reciclar os blocos anteriormente utilizados, executando todos os passos. Isso leva a um fenômeno curioso, onde o desempenho do drive "novo" é consideravelmente melhor que o do drive "usado", depois de algum tempo de uso Como comentei, o sintoma é similar ao que temos em um HD fragmentado, mas a causa é diferente.

Esse problema afetou toda a primeira geração de SSDs (dos genéricos baseados em controladores da jMicron aos Intel X25), cujo desempenho de escrita caía para menos da metade depois de algum tempo de uso. O problema acabou gerando uma grande repercussão, o que levou os fabricantes a responderem com atualizações de firmware destinadas a remendar o problema, implementando sistemas de "reciclagem", que limpam os setores marcados como vagos enquanto o drive está ocioso, mantendo sempre um determinado volume de blocos vagos.

A solução definitiva veio com o comando TRIM, uma nova função que permite ao sistema operacional agendar a limpeza das páginas cujo conteúdo foi deletado ou movido em vez de simplesmente marcá-las como vagas. Isso faz com que as páginas livres do SSD realmente estejam prontas para receber novos dados, sem depender unicamente de algum sistema de reciclagem executado pela controladora.

O grande problema com o TRIM é que ele é suportado apenas pelo Windows 7 e por versões recentes do kernel Linux, o que deixa de fora usuários do Windows Vista ou Windows XP. No caso deles existem utilitários de otimização oferecidos pelos fabricantes, como o SSD Toolbox da Intel, que permitem executar limpezas manuais.

Naturalmente, o TRIM precisa ser suportado também pelo SSD, o que abre outra margem para problemas, já que apenas os drives produzidos a partir do final de 2009 oferecem suporte a ele. No caso dos drives da Intel, por exemplo, o suporte está disponível apenas a partir do X25-M G2. Se você tem um X25-M da primeira geração, está sem sorte.

Continuando, um dos grandes problemas com as células de memória Flash é a longevidade. Diferente dos platters de um HD, que podem ser regravados alguns milhões de vezes (o desgaste está mais relacionado ao tempo de uso e a danos físicos e não ao número de regravações), as células de memória Flash têm uma vida útil estimada em 100.000 regravações no caso dos chips SLC e apenas 10.000 regravações no caso dos MLC.

Os chips SLC são a tecnologia original de chips de memória flash NAND, onde cada cada célula armazena um único bit, salvo na forma de um impulso elétrico (1 ou 0). As células MLC armazenam dois bits, utilizando 4 níveis de tensão diferentes. O uso do MLC permite produzir chips com o dobro da capacidade sem praticamente nenhum custo adicional, mas por outro lado resulta em chips mais lentos (principalmente nas operações de escrita) e menos duráveis.

Como sempre, a questão do custo acaba falando mais alto, o que faz com que os chips MLC sejam os utilizados em praticamente todos os cartões de memória e pendrives (com exceção de alguns modelos de alto desempenho) e também na esmagadora maioria dos SSDs de baixo e médio custo, o que nos leva ao problema das 10.000 regravações.

Em um cartão de memória ou mesmo em um pendrive, este número não parece tão preocupante, já que mesmo que você enchesse o cartão da sua câmera todos os dias, você demoraria 30 anos para atingir as 10.000 regravações. Em um SSD, por outro lado, a coisa é um pouco mais séria, já que não apenas o volume de operações é muito maior (principalmente se for usada memória swap) mas também a importância dos dados armazenados é muito maior.

Para evitar que algumas áreas (como no caso de áreas usadas como swap) falhem prematuramente, inutilizando o disco, os fabricantes utilizam sistemas de wear leveling (distribuição de uso), que alteram os setores usados cada vez que arquivos são criados ou alterados. Em outras palavras, sempre que o conteúdo de um bloco é modificado, o controlador simplesmente lê os dados, faz a alteração e grava o conteúdo em um novo bloco.

Isso faz com que o bloco anterior seja novamente utilizado apenas depois que todos os outros blocos do SSD forem utilizados pelo menos uma vez. Note que o wear leveling se encaixa bem com os algoritmos para evitar as penalidades de escrita.

Com 10.000 operações de escrita por bloco, um SSD de 80 GB teria uma vida útil estimada em 800 TB de gravações, o que é um número difícil de atingir em situações normais, já que você precisaria gravar 40 GB de dados todos os dias por 60 anos para atingir a marca.

Entretanto, na prática a vida útil é menor devido a um outro fator, o write amplification, que é causado pela questão dos blocos. Enquanto o controlador está gravando grandes arquivos isso não é um problema, já que eles serão quebrados em pedaços de 512 KB e cada um ocupará um bloco inteiro. O grande problema é a gravação de arquivos pequenos, onde existe a possibilidade de ter que apagar e em seguida regravar um bloco inteiro para salvar um arquivo de apenas 4 KB (ou menos).

No pior caso possível o write amplification seria de 128x (gravar um bloco inteiro para alterar uma única página), mas em situações reais ele é estimado em de 20x a 40x (ou seja, para cada 8 GB de dados, a controladora acabaria escrevendo um total de 160 a 320 GB de dados nas células de memória).

Nos drives atuais, porém, o cenário não é tão sombrio, pois graças ao uso de sistemas inteligentes de redução (combinação de escritas e outras técnicas) os controladores são capazes de reduzir bastante este número. A Intel por exemplo promete (embora não garanta) valores de até 1.1x nos SSDs da série X25.

Como são obrigados a levar vários fatores em conta e oferecer uma estimativa mínima do quanto o SSD vai durar, os fabricantes adotam posturas bem mais conservadoras, estimando a vida útil do SSD em de 5 a 10 anos de uso intenso, o que é de qualquer forma bem mais que a média dos HDs magnéticos. As células de memória flash são também capazes de preservar os dados por pelo menos 10 anos sem receberem alimentação elétrica, o que também é uma boa marca.

Os preços: Considerando o brutal custo por gigabyte dos SSDs, não faz muito sentido pensar em utilizá-los para armazenar seus 2 TB de filmes e músicas (a menos que você seja algum milionário excêntrico sem nada melhor para fazer com o dinheiro…) já que você simplesmente gastaria uma fortuna.

O truque para reduzir os custos e maximizar os ganhos é combinar um SSD de baixa capacidade com um ou mais HDs magnéticos de grande capacidade, usando o SSD para armazenar a partição principal (com o sistema operacional, programas e arquivos de trabalho) e usar o HD magnético para os arquivos maiores.

Isso permite que o SSD desempenhe seu papel de oferecer um boot mais rápido e carregamento quase instantâneo dos aplicativos, exibindo seus dotes com leitura de setores não sequenciais, ao mesmo tempo em que o HD magnético tem a oportunidade de demostrar seus talentos com relação à capacidade e leitura de setores sequenciais.

Não demorou para que muitos fabricantes percebessem o nicho, passando a lançar SSDs de baixo custo e baixa capacidade, destinados a serem usados como disco de boot. Um bom exemplo é o Kingston V Series de 40 GB, que é uma versão econômica do Intel X25-M G2, com menos chips de memória Flash (ele usa apenas 5 chips de 8 GB, em vez de 10 chips de 16 GB como no X25-M G2 de 160 GB). Ele foi o primeiro SSD de alto desempenho a ser vendido (nos EUA) abaixo da marca dos US$ 100, o que pode ser considerado um marco.

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Com relação aos preços dos SSDs de maior capacidade, não espere nenhuma mudança súbita a curto prazo. A tendência é que os chips de memória Flash continuarão dobrando de capacidade a cada 18 meses, permitindo que os fabricantes ofereçam SSDs com o dobro da capacidade por basicamente o mesmo preço.

As versões iniciais do Intel X25-M, por exemplo, foram lançadas em capacidades de 80 e 160 GB, usando (respectivamente), 10 e 20 chips de 8 GB, produzidos usando uma técnica de 50 nm. A segunda geração (o X25-M G2) é equipada com chips de 16 GB, produzidos usando uma técnica de 34 nm, o que permitiu à Intel dobrar as capacidades e oferecer modelos com 160 e 320 GB.

Eventualmente migrarão para a técnica de 22 nm, o que permitirá equipar os drives com chips de 32 GB, novamente dobrando a capacidade, eventualmente, para a técnica de 15 nm, dobrando mais uma vez. Os preços devem flutuar de acordo com a demanda, mas a tendência geral é que não exista uma grande redução no custo por unidade.

O que deve acontecer é o aparecimento de mais opções de SSDs de baixa capacidade (e menos chips), vendidos por preços mais baixos. Em outras palavras, o HDs magnéticos continuarão entre nós por pelo menos mais uma ou duas décadas, senão mais.