segunda-feira, 22 de junho de 2009

Malwares se disfarçam como atualizações de segurança


Pesquisadores da Sophos e Computer Associates alertaram para novos malwares chegando por e-mail disfarçados como atualizações da Microsoft.

O primeiro vem com o assunto "Important Windows XP/Vista Security Update" e a mensagem oferece um malware disfarçado como uma ferramenta para remoção do Conficker.


Ferramenta falsa para remoção do Conficker oferecida no e-mail

O segundo vem com o assunto "Outlook re-configuration" (que oferece um link para um arquivo chamado Outlook_update.exe) e o terceiro chega com o assunto "Update for Microsoft Outlook / Outlook Express (KB910721)" e oferece um cavalo-de-Tróia disfarçado como uma atualização de segurança para o Outlook e Outlook Express (officexp-KB910721-FullFile-ENU.exe).


E-mail com o link para o download de um cavalo-de-Tróia disfarçado
como uma atualização de segurança para o Outlook e Outlook Express

A Microsoft informou que nunca envia atualizações por email e recomenda que os usuários instalem e mantenham seus antivírus atualizados e que não abram e-mails de pessoas desconhecidas

domingo, 21 de junho de 2009

Tutorial: Photo Resize Magic





Introdução: Você já tentou enviar imagens para algum site da Internet e se deparou com a desagradável mensagem de que as dimensões não estão compatíveis ou de que o tamanho não é aceito? E o pior é que ainda é difícil achar softwares que fazem este trabalho sem pesar no computador. E que tal um software bem leve e ainda por cima gratuito? É exatamente este o objetivo do Photo Resize Magic, que conheceremos neste tutorial.

01. O Photo Resize Magic pode ser encontrado neste site. O software é compatível com Windows 98/ME/2000 e XP, e pode ser baixo por este link, sem nenhuma restrição.

02. Esta é a janela principal do Photo Resize Magic. O menu tem o único objetivo de escolher apenas uma foto (Menu File > Resize Single Photo) para o redimensionamento. Fora isso, o funcionamento se resume a esta janela, dividida em diferentes grupos de opções para uma melhor organização.

03. Na parte inferior da janela, você poderá cadastrar o diretório que contém a(s) foto(s) que será(ão) modificada(s) (Source folder), além de escolher a pasta que armazenará as fotos modificadas (Target Folder). Você poderá sobrescrever as fotos originais ao escolher o destino como a própria pasta de origem (Target = Source), e poderá incluir subpastas na pasta que armazena as fotos originais para que suas imagens também sejam modificadas (Include subfolders).

04. Na parte esquerda superior, você poderá definir um novo tamanho (Size) - divido entre tamanhos pré-definidos e personalizados (custom) e a qualidade das imagens modificadas (Quality).

05. O Photo Resize Magic também permite a aplicação de alguns efeitos básicos, como escala de cinza (Gray scale), preto-e-branco (Black&White), perda de foco (Blur) e negativo (Negative)



06. Após definir todas as opções desejadas, basta clicar em Start para iniciar o processo.

Mude o local do backup automático do Outlook



O Outlook apresenta uma ferramenta de backup automático dos e-mails, só que muitos usuários não a conhecem ou não a usam simplesmente porque as mensagens copiadas são armazenadas num local obscuro. Vamos então mudar o local de arquivamento com este videotutorial do BABOO!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Tutorial - DCleaner


Introdução: Ignorando todas as funções de segurança que um sistema precisa ter (antivírus, antispam, firewall, etc...) o maior desafio do usuário doméstico é manter sua máquina livre dos arquivos temporários e rastros causados pela instalação de programas e navegação na Internet. Para tal, existem alguns utilitários do próprio Windows, como a Limpeza de Disco. Porém, softwares de terceiros são mais abrangentes nesta tarefa. Neste tutorial, vamos conhecer mais sobre o DCleaner, um dos poucos utilitários do gênero que se destacam.

1. O DCleaner pode ser baixado em seu site oficial (http://www.dcleaner.ca/). O software é totalmente gratuito, compatível com todas as versões do Windows e com um download relativamente leve, com aproximadamente 360KBs.

2. Quando o DCleaner é executado, sua janela padrão é a guia Cleaner. Nesta guia, você poderá definir quais itens do sistema serão limpos (Cleaner Settings) e algumas configurações de uso do mesmo, como esconder as mensagens de alerta que, por ventura, poderão ser exibidas (Hide Warning Messages). Para analisar quais arquivos serão apagados, clique em Analyse. Para realizar a limpeza, clique em Run Cleaner.

3. Guia Applications: Esta guia permite limpar rastros de softwares e de componentes do Windows, separados por guias de organização. Basta marcar quais aplicativos terão seus rastros limpos e voltar à guia Applications para encerrar o serviço.

4. Guia Internet: Esta guia permite limpar os rastros deixados pela navegação da Internet. Para limpar os cookies, clique em Delete Cookies, e para limpar os arquivos temporários, clique em Delete Cache.

5. Guia Tools: Esta guia apresenta atalhos para vários recursos do sistema, como Limpeza de Disco (Disk Cleanup), Editor de Registro (Registry Editor), Painel de Controle (Control Panel), Gerenciador de Tarefas (Task Manager) e lista de softwares que iniciam com o Windows (Startup).

6. Guia Options: Esta guia divide as opções de várias mini guias, embora a mais importante seja a mini guia Cleaner. Você poderá ativar, por exemplo, a remoção de arquivos somente leitura, caso algum seja encontrado (Enable Deletion for Read-Only Files).

Limpe as miniaturas de imagens em seu Windows 7!



As últimas versões do Windows contêm o muito útil recurso de miniaturas, permitindo que você veja um arquivo de imagem sem precisar abri-lo. Mas e se a miniatura estiver incorreta, ou desatualizada? Vamos resolver o problema no Windows 7!

Clique aqui para abrir o vídeo (baixa qualidade)

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

OpenVPN

Criando uma VPN básica

Uma VPN (Virtual Private Network, ou rede virtual privada) é, como o nome sugere, uma rede virtual, criada para interligar duas redes distantes, através da Internet. Usar uma VPN permite que você compartilhe arquivos e use aplicativos de produtividade e de gerenciamento, como se todos os micros estivessem conectados à mesma rede local. Você pode até mesmo imprimir em impressoras da rede remota, da mesma forma que faria com uma impressora local.

Antigamente, a única forma de interligar redes em dois locais diferentes era usar linhas de frame-relay. Para quem não é dessa época, uma linha de frame-relay oferece um link dedicado de 64 kbits entre dois pontos (a matriz e a filial de uma empresa, por exemplo), com um custo mensal fixo. Você pode combinar várias linhas frame-relay em uma única conexão, de acordo com a necessidade, o problema nesse caso é o preço. Atualmente, existem outras opções de conexões dedicadas e de conexões de alta disponibilidade, oferecidas pelas operadoras, mas elas ficam fora do orçamento da maioria das pequenas e médias empresas.

Usando uma VPN, você pode obter todos os benefícios de ter uma conexão dedicada entre dois pontos usando conexões via ADSL ou cabo, que são muito mais baratas. Dependendo do volume de uso da rede, você pode tanto utilizar a conexão que já tem quanto utilizar uma segunda conexão apenas para a VPN, evitando assim que o tráfego prejudique a navegação dos usuários. Além de interligar duas ou mais redes, a VPN pode (dependendo da configuração) ser acessada também por funcionários trabalhando remotamente.

Todos dados que trafegam através da VPN são encriptados, o que elimina o risco inerente à transmissão via Internet. Naturalmente, nenhuma VPN pode ser considerada "100% segura", já que sempre existe um pequeno risco de alguém conseguir obter acesso aos servidores, de forma a roubar as chaves de encriptação (por exemplo), mas, em uma VPN bem configurada, o risco é realmente muito pequeno. É muito mais provável que um funcionário descontente sabote a rede interna, ou envie informações sigilosas para fora, do que algum invasor consiga efetivamente obter acesso à rede via Internet.

Nesse tópico, estudaremos como criar VPNs usando o OpenVPN. Além de ser mais simples de configurar que a maioria das outras soluções de VPN e ser bastante seguro e flexível, ele possui versões Linux e Windows, o que permite criar túneis interligando máquinas rodando os dois sistemas sem grandes dificuldades.

Outras vantagens são que ele pode ser usado por clientes conectando através de uma conexão compartilhada via NAT (apenas o servidor precisa de portas abertas) e a boa tolerância contra conexões ruins, ou ao uso de conexões com IP dinâmico. A VPN pode ser configurada para ser restabelecida de forma automática em caso de interrupção na conexão, o que torna o link bastante confiável.

Com relação à segurança, o OpenVPN pode ser configurado para utilizar chaves estáticas, que oferecem um nível mediano de segurança, em troca de uma configuração mais simples, ou para utilizar certificados X509, onde a configuração é um pouco mais complexa, mas, em compensação, a segurança é muito maior (bem superior à da maioria das soluções comerciais). Isso permite que você escolha a melhor relação entre praticidade e segurança de acordo com a situação.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Nas nuvens: entendendo o Cloud Computing

Um termo de destaque nos dias de hoje é o "Cloud Computing", ou "computação em nuvem". Ele é usado em relação a todo tipo de serviços web, novas opções de planos de hospedagem e assim por diante. Muito se discute sobre se o cloud computing é ou não uma boa opção e se ele é mesmo o futuro, ou se é apenas uma moda passageira. Em meio a todo o barulho, muita gente olha para cima, e se pergunta o que tudo isso significa. Se você é um deles, vamos a uma explicação simples.

Existem várias versões para a origem do termo, mas a mais popular é que o termo surgiu em tom de brincadeira, para explicar onde os serviços estavam rodando. Em vez de rodarem em um servidor, trancado em uma sala da empresa, passaram a dizer que eles estavam rodando "nas nuvens".

A "nuvem" dentro da metáfora, nada mais é do que um conjunto de servidores, que rodam os mais diversos serviços e são conectados aos clientes através da Internet. Como os servidores estão escondidos em algum datacenter distante, e toda a manutenção, upgrades e modificações são feitas por equipes no local, sem qualquer intervenção dos clientes, o sistema todo se torna bastante impessoal, diferente de quando você cuida de um servidor real, por exemplo.

A idéia central por trás do Cloud Computing é fornecer serviços através da Internet, permitindo que você acesse arquivos, documentos, e-mail, rode aplicativos e assim por diante, a partir de qualquer PC conectado à web. Dois bons exemplos introdutórios seriam o Gmail e o Google Docs, dois serviços onde os dados são armazenados nos datacenters do Google e você simplesmente acessa as informações utilizando o navegador, seja através do próprio PC, ou de um smartphone ou qualquer outro dispositivo conectado:

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Não é preciso dizer que esta nova modalidades de serviços despertam muitos alertas com relação à segurança e à privacidade, uma vez que seus dados deixam de ficarem armazenados no seu PC e passam a fazer parte na nuvem, armazenados e replicados em diversos servidores.

Por outro lado, o sistema é muito mais simples e transparente de usar, uma vez que as informações podem ser acessadas de qualquer lugar e podem ser compartilhadas com outras pessoas rapidamente, o que é suficiente para garantir sua popularização. O usuário não precisa se preocupar em instalar o OpenOffice ou o MS Office, nem aprender como compartilhar arquivos ou fazer backups. As desvantagens, por outro lado, incluem a questão do desempenho (que fica condicionado à velocidade da conexão) e a limitação óbvia de que os aplicativos ficam indisponíveis se a conexão cai.

Com relação à hospedagem, em cada datacenter, temos algumas centenas ou milhares de servidores, configurados em um sistema de cluster, o que faz com que se comportem como se fosse um único supercomputador. As tarefas são distribuídas e os dados são armazenados de maneira descentralizada, com uma camada de redundância.

O sistema se comporta de maneira bastante transparente, permitindo que novos servidores sejam adicionados quando mais poder de processamento é necessário e que os dados não sejam perdidos em caso de defeitos em alguns dos servidores, assim como ao usar vários HDs em RAID 5 ou RAID 6.

O Cloud Computing também se aplica a serviços de hospedagem. Tradicionalmente, a hospedagem de sites se ramifica em dois tipos de planos: dedicated hosting (onde você tem um servidor dedicado e pode configurá-lo como quiser) e shared hosting, onde você tem apenas um virtual host dentro do servidor web, com espaço para hospedar o site.

Mais recentemente, tivemos a popularização dos VPS (Virtual Private Servers), que são máquinas virtuais, rodando dentro do Xen, Virtuozzo, VMware Server, ou outro software de virtualização. Como cada servidor pode hospedar um grande número de servidores virtuais, os preços dos planos acabam sendo muito mais baixos, mas, por outro lado, o compartilhamento de recursos faz com que o desempenho oscile de acordo com o nível de utilização do servidor.

Para melhorar a eficiência e reduzir os custos de manutenção, o uso de virtualização passou a ser combinado com o uso de grids computacionais, que nada mais são do que uma espécie de cluster com muitas máquinas.

Com isso, os servidores virtuais passaram a ser processados dentro do grid, migrando de um servidor a outro de acordo com os recursos disponíveis. Com isso, o problema da oscilação de desempenho foi reduzida, pois o grid pode absorver os picos de acesso de alguns servidores específicos de maneira mais eficiente do que um servidor isolado. Novos servidores podem ser adicionados de maneira transparente ao cluster, conforme mais processamento e memória RAM são necessários.

Não demorou para que as empresas de hospedagem passassem a chamar estes servidores virtuais clusterizados de "Cloud Servers", dando origem a uma nova safra de planos, onde os servidores "vão para as nuvens". A idéia básica é que você pode definir quanto poder de processamento, memória e espaço de armazenamento precisa na hora de assinar o plano, com a mensalidade variando de acordo. A empresa de hospedagem assume então um compromisso de entregar os recursos determinados, independentemente de oscilações no uso dos servidores:

artigo-cloud-computing_html_e2914e91

Como você pode notar, os planos não especificam quais são os recursos reais dos servidores utilizados, mas sim o volume de recursos que você poderá utilizar. Os "2 cores de 500MHz" significam apenas que você dispõe do equivalente a 1 GHz de processamento.

Estes planos resolvem alguns problemas comuns com relação à hospedagem. Como os dados são armazenados no grid, a própria empresa de hospedagem fica encarregada de fazer backup e implantar recursos de redundância, diferente do que você tem ao administrar um servidor dedicado, onde precisa se preocupar com tudo isso.

Cada servidor se comporta como uma máquina exclusiva, onde você pode escolher o sistema operacional que virá instalado e tem direito a um ou mais endereços IP. A grande diferença em relação a um servidor dedicado está mesmo no modo de funcionamento, já que, afinal, em vez de uma máquina exclusiva, você tem um servidor virtual flutuando na nuvem.

Para as empresas de hospedagem, os Cloud Servers são uma opção para aproveitar melhor os recursos disponíveis (e assim ganhar mais dinheiro), já que os servidores podem ser melhor utilizados do que em planos de dedicated hosting regular, onde a maior parte dos servidores dedicados ficam ociosos na maior parte do tempo. A idéia tem também seus benefícios do ponto de vista ecológico, já que os datacenters consomem muita energia e menos servidores significa menos desperdício.

O Cloud Computing também está causando mudanças na área de desenvolvimento. Em vez de venderem softwares em caixinhas (como nos anos 90), ou oferecerem versões shareware para download, as empresas de desenvolvimento estão cada vez mais centralizando os esforços no desenvolvimento de aplicativos web, que rodam "nas nuvens" e são oferecidos aos usuários na forma de algum serviço, mantido através de anúncios ou através de algum tipo de assinatura.

Graças à disponibilidade de frameworks como o Ruby on Rails, o Ajax e o Django, desenvolver aplicativos web não é muito diferente de desenvolver aplicativos tradicionais. Existem algumas dificuldades adicionais, como hospedar o software e manter a segurança dos dados, mas estes problemas acabam muitas vezes recaindo sobre a empresa de hospedagem.

A idéia básica por trás da idéia é oferecer um serviço e não um software ou um servidor. As informações simplesmente ficam "na nuvem" e os usuários assinam os serviços que querem utilizar. Se a idéia e boa ou ruim, depende muito da situação e da responsabilidade da empresa que presta o serviço, mas não restam dúvidas que a nuvem vai continuar se expandindo.